17 de fevereiro de 2009

ELE
Mãos e braços fortes a apoiar-te junto ao peito
Tão perto dos lábios que... a boca queima
A respiração ofegante afeta os sentidos
E as mãos... suavemente deslizam no corpo
Corpos enlaçados na doente lascívia
Suave desejo.

5 de fevereiro de 2009

Voou pela janela: bolinha de papel.
Quem achar, (oh!)
Ler, não rasgar, não dobrar
E esconder no paletó.

Quem leu não entendeu
Quem rasgou, com o fogo ateou
Quem dobrou, o vento a alma sugou
Quem escondeu... Escondido está
[a sete chaves.

Pobre bolinha de papel... minha medíocre vidinha ali se encerrava, embrulhada, amassada, esquecida.

"." (isto não é uma carinha; é um ponto final encerrado em aspas)

2 de janeiro de 2009

"Um grito de estrela vem do infinito
E um bando de luz repete o grito
Todas as cores e outras mais
Procriam flores astrais."

Secos e Molhados

30 de dezembro de 2008


Dançar é desenhar o mundo na ponta dos pés. É criar um universo particular, libertar-se, descobrir-se. Saber que lá no seu íntimo algo grita, cantando que enfim alcançou a tão sonhada liberdade.

26 de dezembro de 2008

Um dia de chuva

Cai chuva límpida
Transparente como cristal
Leva embora minhas dores
Molha as flores no quintal

Pela manhã
Gotas de orvalho
À noite
Sereno molhado

24 de dezembro de 2008

O REENCONTRO

Fico imaginando como será. Cada passo milimetricamente calculado...

Se estiver chovendo
O guarda-chuva terei que levar
Se for frio
O casaco deverei usar
(mas ele não vai combinar ¬¬)

Se for de manhã
O sol há de nos esquentar
Se for à noite
Ah, a lua nos inspirará

Se chegar atrasada
Uma desculpa terei de inventar
Se chegar adiantada
Sozinha terei que esperar

Se tentar me beijar
Devo eu me esquivar?
Se pedir pra voltar
Devo eu recusar?

Se admitir que estava errado
Por que não perdoar?
Se me pedir em casamento...
Ah não, nem pensar!

E para encerrar,
Quando o (re)encontro acabar
Nunca mais vou te procurar
Mas ao menos seus lábios quero beijar.

"This is the end
I'll never look into your eyes... again."

Sem dúvidas, ficou um poema de extremo mal gosto. Mas apenas para relembrar os velhos tempos...

22 de dezembro de 2008

E quando eu aprendi a voar... Confesso que foi como estar voando.

17 de dezembro de 2008

Se eu tivesse uma borboleta colorida
Vermelha, amarela e preta ela seria.
Teria asas azuis de voo suave
Olhos cinza de aguda agonia.

Perfídia a sua graça!
Não há mais como voltar para casa.
Aqui ela se entrega, sangra, padece.
E no céu (Ah, o céu), se desfalece.

11 de dezembro de 2008

Amargo infortúnio. Conviver com a dor das palavras não ditas, lágrimas não derramadas, sangue por todos os lados. O abraço que guardei pra mim. O sorriso que sucumbiu à mudez da minha alma. A dor pela despedida incerta. O medo de dizer frases ao vento. A culpa, a culpa, A CULPA! O receio é tão maior... Sufoca-me, consome aos poucos. O receio de que as garras afiadas do tempo separem aquilo que é luz, aquilo que é prosa: Amizade!

8 de dezembro de 2008

Falar de música é tão bom quanto ouvi-la. Mas apenas ouvi-la não basta. É preciso sentir a música pulsando em cada artéria do teu corpo, é preciso entrar na música, "decodificá-la", é necessário estar em total sintonia com a melodia. Música é o remédio da alma solitária. Não há nada mais prazeroso do que ligar o rádio e deixar a música tocar, tocar, tocar até que você seja música, até você aspirar música, até você estar completamente mergulhado numa esfera "musicalística" deliciosa.
Música é muito mais que somente música. É essência. É silêncio. É arte. E somente os amantes da real música sabem que isto é verdade simples e pura.
Música: eternamente essência da alma.
VIDA LONGA AO ROCK N' ROLL!