6 de outubro de 2009
Folk
E quando o sol se põe por trás das montanhas, eu sei que lá há vida! Sol, por favor, ilumine o povo místico que vive do outro lado.
18 de agosto de 2009
Passou do meu lado
Daquele jeito descarado
Foi bom ter me ignorado
Seu biltre, safado!
Meu pulsar era acelerado
Era pena não estar armada
Pra te matar, desgraçado.
Parecia um cão abandonado
Isso me foi de bom grado.
Quero que morra desamparado,
Em praça pública açoitado ,
Às traças atirado.
Ainda és pedra no meu sapato
Mas é parte do meu passado
Condenado, esquecido, enterrado!
Daquele jeito descarado
Foi bom ter me ignorado
Seu biltre, safado!
Meu pulsar era acelerado
Era pena não estar armada
Pra te matar, desgraçado.
Parecia um cão abandonado
Isso me foi de bom grado.
Quero que morra desamparado,
Em praça pública açoitado ,
Às traças atirado.
Ainda és pedra no meu sapato
Mas é parte do meu passado
Condenado, esquecido, enterrado!
15 de agosto de 2009

40 anos de... Woodstock! O maior festival de música do mundo. Reuniu mais de 700 mil pessoas numa fazenda no estado de Nova York. Muito mais que um lendário evento musical, um grito de liberdade, uma celebração ao Rock N' Roll, um salto cego no abismo, um pé na loucura e o outro na libertinagem, o impulso das almas enclausuradas. E os amantes da contracultura... só o deleito.
O coro alarmante pedindo bis de "Piece of my heart", Hendrix delirante em seus solos, Santana e sua "Soul Sacrifice", Who destilando energia, delírio, delírio, DELÍRIO. Ácido lisérgico, pra quê?
E hoje... todo esse "movimento", toda essa energia, só em documentário mesmo. Século XXI só imprime cicatrizes nos ouvidos mais seletos. Mas uma pontinha de Woodstock ainda pode ser assimilada, é só sentir.
7 de agosto de 2009
21 de julho de 2009
Sonhos de alface
Uma vez, por volta de meus 4 ou 5 anos, pensei ter encontrado a solução para o único problema do planeta: a fome. Sim, o único, já que no esplendor da minha infância, os únicos problemas que poderiam assolar o mundo eram a fome e o frio. Nunca passaria pela minha cabeça desigualdade social (a raiz dos males), crises econômicas, violência,... Enfim, voltando à minha master solução, estava folhando uma revista de recortes para fazer aqueles trabalhinhos do jardim de infância e eis que me deparo com a foto de uma vasta plantação de alface que ocupava a página inteira. Folhas verdinhas, limpinhas, "brilhosas"! E mais adiante, um agricultor, bem aprumado, cuidava com admirável zelo de cada pezinho, para que todos chegassem saborosos à nossa mesa. Vendo aquilo, não me restava mais nada senão pensar: "Aqui está! Basta que eu arranque esta folha e dê para os pobres! Cada um come um desses pés de alface e fica satisfeito!" Fitei durante horas a gravura, a única capaz de salvar o mundo... Mas será que tinha gosto de alface mesmo? Olhei para os lados, a fim de que ninguém estivesse me olhando, e dei uma singela lambida na folha. Realmente, o que eu temia, de fato, aconteceu. Não tinha gosto algum! Não satisfeita, arranquei um pedaço do papel e coloquei-o na mochila. Estava disposta a experimentá-lo quando chegasse em casa no fim da tarde. Uma lambida é apenas uma lambida, ora. Comer é o que importava. E passei a tarde inteira quieta, para que ninguém descobrisse meu segredo. Só precisava de algumas várias fotos de comida e, shazam: fim da fome!
Chegando em casa, fui direto para o meu quarto. Abri a mochila e puxei a foto com o pé de alface. Comi. Pobre de mim... Nem preciso dizer que naquele exato momento meu mundo caiu e meu miserável sonho de criança desfez-se como um papel higiênico jogado no vaso. Nem tinha gosto, aquela miséria!
Ai de mim novamente!
Chegando em casa, fui direto para o meu quarto. Abri a mochila e puxei a foto com o pé de alface. Comi. Pobre de mim... Nem preciso dizer que naquele exato momento meu mundo caiu e meu miserável sonho de criança desfez-se como um papel higiênico jogado no vaso. Nem tinha gosto, aquela miséria!
Ai de mim novamente!
Feliz dia do Amigo!
Àqueles que estão longe, aqueles que eu nem ligo pra saber se estão vivos e há também aqueles que também NÃO me ligam, aqueles que eu passo na rua e viro a cara pra não dar oi, aqueles que ficaram esquecidos em algum lugar, aqueles que me provocam úlceras de saudade, aqueles que não existe sequer vestígio de amizade, mas a gente se fala, a gente se gosta e aqueles que fazem parte do meu presente, que eu trato com extrema brutalidade, mas eu os gosto.
E se a amizade é luz, acendam o led o/
Àqueles que estão longe, aqueles que eu nem ligo pra saber se estão vivos e há também aqueles que também NÃO me ligam, aqueles que eu passo na rua e viro a cara pra não dar oi, aqueles que ficaram esquecidos em algum lugar, aqueles que me provocam úlceras de saudade, aqueles que não existe sequer vestígio de amizade, mas a gente se fala, a gente se gosta e aqueles que fazem parte do meu presente, que eu trato com extrema brutalidade, mas eu os gosto.
E se a amizade é luz, acendam o led o/
19 de julho de 2009
12 de julho de 2009
"Quando o navio finalmente alcançar terra
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não
Coisas do Coração
Coisas do Coração
Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais
Paixão e nada mais
Paixão e nada mais
Somos a reposta exata do que a gente perguntou
entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração
Coisas do Coração
Coisas do Coração"
Coisas do Coração - Raul Seixas
Porque eu te quero assim.
E o mastro da nossa bandeira se enterrar no chão
Eu vou poder pegar em sua mão
Falar de coisas que eu não disse ainda não
Coisas do Coração
Coisas do Coração
Quando a gente se tornar rima perfeita
E assim virarmos de repente uma palavra só
Igual a um nó que nunca se desfaz
Famintos um do outro como canibais
Paixão e nada mais
Paixão e nada mais
Somos a reposta exata do que a gente perguntou
entregues num abraço que sufoca o próprio amor
Cada um de nós é o resultado da união
De duas mãos coladas numa mesma oração
Coisas do Coração
Coisas do Coração"
Coisas do Coração - Raul Seixas
Porque eu te quero assim.
11 de julho de 2009
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