15 de abril de 2009

A excitação dos corpos e instintos desperta aquilo a que chamamos AMOR.

8 de abril de 2009

E aos poucos vejo que despreendo-me de mim
Vou deixando me levar pra lugar algum
Tornando-me mera unidade junto a ti
Era eu, éramos nós, hoje somente UM.

Onde perco jamais me acho
Simplesmente deixar, esquecer.
Olho pro lado, vejo você, aliás, eu
Você olha pra mim, vê-se espelhado
EU de lado, VOCÊ abandonado.
Você em mim, eu em você.
Você-eu, Eu-você.
Subjetividade sucumbida.
E o bolero toca na vitrola...

4 de abril de 2009

O dia em que ela partiu... pela porta dos fundos

Nenhum outro dia me causa tanto desgosto quanto o dia em que ela me deixou. Foi embora, nem mesmo lembrou-se de mim em seu último suspiro. Ou, talvez, tenha lembrado num ínfimo gemido de dor. Quem sabe? O fato é que, hoje, sentada aqui, mergulhada num imenso poço sem fundo, um buraco sem fim, uma fossa de lama pegajosa, subitamente entra em minhas narinas o cheiro dela. Ah, nada me deixa tão entorpecida quanto seu cheiro, um cheiro que por vezes esteve em meus cabelos, minhas roupas, meus brinquedos. Aquele perfume que eu só encontrava nos móveis de sua sala, seu guarda-roupa, seus gatos, enfim, tudo nela.
Ah, os gatos... jamais existirá um ser que me desperte tanto ódio! Mal posso descrever nestas breves linhas o quanto é grande meu desprezo! Mas os gatos dela eram diferentes... Eu sentia que eles gostavam dela, faziam-na feliz e, por vezes, até chegava a passar pela ideia que eles de certa forma a protegiam. As vezes parecia até que gostavam de mim, inclusive.
Mas não posso lembrá-la sem deixar de citar nossos mágicos veraneios na praia! Hahaha! Os melhores anos da minha medíocre vidinha se encerram ali, na casa da praia. Mas estes prefiro guardar pra mim para que sua essência seja preservada. Me dá um aperto tão grande...
No dia em que ela partiu, pela porta dos fundos, mandaram que à noite eu procurasse a estrela mais brilhante no céu, pois aquela seria ela, sorrindo com seus dentes amarelados pra mim. Pobre de mim, tão tola, tão ingênua e inocente, por vezes saí à porta para procurá-la, a estrela mais brilhante do céu. Mas estava nublado... ela havia me abandonado, nem mesmo estava lá no céu, póstuma, sorrindo para mim. Então eu soube que era definitivo. PRA SEMPRE.

Saudade infinita. Um tempo que não volta mais. Um espaço vazio - me dói dizer isso - preenchido, porém, opaco.

17 de fevereiro de 2009

ELE
Mãos e braços fortes a apoiar-te junto ao peito
Tão perto dos lábios que... a boca queima
A respiração ofegante afeta os sentidos
E as mãos... suavemente deslizam no corpo
Corpos enlaçados na doente lascívia
Suave desejo.

5 de fevereiro de 2009

Voou pela janela: bolinha de papel.
Quem achar, (oh!)
Ler, não rasgar, não dobrar
E esconder no paletó.

Quem leu não entendeu
Quem rasgou, com o fogo ateou
Quem dobrou, o vento a alma sugou
Quem escondeu... Escondido está
[a sete chaves.

Pobre bolinha de papel... minha medíocre vidinha ali se encerrava, embrulhada, amassada, esquecida.

"." (isto não é uma carinha; é um ponto final encerrado em aspas)

2 de janeiro de 2009

"Um grito de estrela vem do infinito
E um bando de luz repete o grito
Todas as cores e outras mais
Procriam flores astrais."

Secos e Molhados

30 de dezembro de 2008


Dançar é desenhar o mundo na ponta dos pés. É criar um universo particular, libertar-se, descobrir-se. Saber que lá no seu íntimo algo grita, cantando que enfim alcançou a tão sonhada liberdade.

26 de dezembro de 2008

Um dia de chuva

Cai chuva límpida
Transparente como cristal
Leva embora minhas dores
Molha as flores no quintal

Pela manhã
Gotas de orvalho
À noite
Sereno molhado

24 de dezembro de 2008

O REENCONTRO

Fico imaginando como será. Cada passo milimetricamente calculado...

Se estiver chovendo
O guarda-chuva terei que levar
Se for frio
O casaco deverei usar
(mas ele não vai combinar ¬¬)

Se for de manhã
O sol há de nos esquentar
Se for à noite
Ah, a lua nos inspirará

Se chegar atrasada
Uma desculpa terei de inventar
Se chegar adiantada
Sozinha terei que esperar

Se tentar me beijar
Devo eu me esquivar?
Se pedir pra voltar
Devo eu recusar?

Se admitir que estava errado
Por que não perdoar?
Se me pedir em casamento...
Ah não, nem pensar!

E para encerrar,
Quando o (re)encontro acabar
Nunca mais vou te procurar
Mas ao menos seus lábios quero beijar.

"This is the end
I'll never look into your eyes... again."

Sem dúvidas, ficou um poema de extremo mal gosto. Mas apenas para relembrar os velhos tempos...

22 de dezembro de 2008

E quando eu aprendi a voar... Confesso que foi como estar voando.