23 de junho de 2009

Amebóide

Conversa entre duas amebas:
- Meu chefe é uma ameba.
- O meu também.

Merchandising:
Você tem a faca e o queijo na mão, só falta afiá-la!
Risca-faca amoladores, o sonho de toda faca homicida.

12 de junho de 2009

Coisas do coração --'

Aos namorados, fiéis ou infiéis, minhas sinceras condolências acompanhadas de minha nobre saudação.
Parabéns por acreditarem em algo que está além de minha sã compreensão, sentir este algo e querer vivê-lo a cada dia de suas vidas, JUNTOS, é claro, e sempre acreditando que pode ser eterno. Amor (assim o chamam). Trocam juras, beijos molhados, abraços apertados. Confesso que sinto até uma ponta de inveja e cobiça. E ao tempo que me vem a imagem à dois na cabeça, os pés aterrisam, e a liberdade me parece tão mais atraente...
Enfim, (in)feliz dia dos namorados! Como diria Vinicius de Moraes: "Que seja infinito enquanto dure."

7 de junho de 2009

The reason I'm still alive (caranga véia no fundo).

6 de junho de 2009

"Leve, como leve pluma, muito leve pousa
Na simples e suave coisa, suave coisa nenhuma
Sombra, silêncio ou espuma. Nuvem azul que arrefece
Simples e suave coisa. Suave coisa nenhuma que em mim amadurece"

AMOR - Secos e Molhados
Só pra lembrar dos embalos de qualquer dia à noite, em qualquer momento singular onde a descoberta de algo maior era pura tolice.
Mas eu ainda lembro...
Devaneio insano.

5 de junho de 2009

Um depósito de chimia...

4 de junho de 2009

Coisas que a gente esquece de dizer...
Depois nem lembra que esqueceu.

No dia em que tu foste embora, eu estava lá pra me despedir... Chutei as últimas questões da prova de biologia só pra poder falar contigo. Acho que chutei C, E e E. C de certo, E de exato e E de errado. Mas a prova era dissertativa. Nem me importo. Saí rápido e fui te esperar na escada. Quando tu passou, tranquei tua passagem. Precisava falar, perguntar se era isso mesmo o que tu queria. Tu respondeu que sim, que não tinha outra escolha. O vazio em mim estava aumentando gradativamente. Não me restou mais nada senão dizer que aparecesse para fazer uma visita. Tu disse que apareceria sim e ainda me pediu que eu te mandasse o convite de formatura. É, eu sei que prometi mandar, mas sei também que terei esquecido até lá. E nos abraçamos. Foi um abraço meio frouxo, meio esquisito. Aí tu foi embora. Fiquei olhando pelas grades tu descer as escadas... Ao pé da escada, tu olhou pra cima, nos meus olhos, e disse: "eu gosto de ti". Confesso que naquela hora, tudo parou, o mundo evaporou. Tudo éramos nós e aquele breve momento. Só consegui sussurrar: "eu também..." Acho que tu nem escutou...

30 de maio de 2009

"Coisas que a gente se esquece de dizer
Frases que o vento vem as vezes me lembrar
Coisas que ficaram muito tempo por dizer
Na canção do vento não se cansam de voar

Você pega o trem azul, o Sol na cabeça
O Sol pega o trem azul, você na cabeça
Um sol na cabeça"

21 de maio de 2009

Conversa de buteco

E foi num sonho que eu tive a conversa mais estranha da minha vida.
Andava por uma dessas ruas imundas, procurando qualquer buteco pra encher a cara. Aaah, a vida boêmia! A noite boêmia sondada pela lua. Qualquer trapo sobre o corpo. Documento algum, somente a certeza de “ser”. Cabelos embaraçados pelo vento, embaçando a vista.
O bar “Escória da noite” tem as luzes acesas ainda. Talvez esteja aberto. Entro. Parece estar funcionando. Mas não quero beber sozinha. Há um sujeito estranho na mesa do fundo, perto do banheiro. Que bela mesa para sentar-se: ao lado de um imundo e fétido banheiro. Sento na cadeira de frente pra sua e peço a rodada que será por minha conta. E o diálogo começa:
- Por que bebes caro amigo?
-...
Não há resposta. Percebo que ele está escutando “Hells Bells” e um velho rádio de pilha. Bom, então temos um gosto em comum. Insisto no diálogo.
- Então, tu gosta de AC/DC?
- Não, nem conheço.
- Ué, mas tu ta escutando aí.
- Ah, isso não é Eicidicí. É AC/DC.
- Aah sim, claro. Que tu acha do Black Ice?
- Nunca experimentei. Prefiro Heineken.
Nem sobra tempo para que minha gargalhada ecoe pelo bar, já que o garçom aparece com o uísque.
- Enfim, caro amigo, um brinde ao Rock N’ Roll!
- Cheers!
- Aquela Brasília amarela ali fora é tua?
- É sim.
- Lembra Mamonas Assassinas.
- Ué, fizeram continuação de “tomates assassinos”?
- Não, meu caro, a banda, Mamonas Assassinas. “... minha Brasília amarela tá de portas abertas pra mode a gente se amar...”
- Você está se insinuando pra mim?
- Não! Essa é a letra da música.
- Nunca ouvi.
Putz. Esse cara é uma fria. Mas logo começa a tocar Mago de Oz no seu rádio à pilha e eu desconverso.
- Gosta de Folk metal também?
- Não, é Mago de Oz mesmo.
- Refiro-me ao estilo musical do Mago de Oz, folk metal.
- Ah, não escuto folk metal.
- Ok. Tem Black Sabbath aí nesse teu rádio?
- Não, não. Mandei benzer.
- Tá legal. O que tu acha de Led Zepelin?
- Acho as pinturas dele horríveis. É um artista de muito mau gosto. Não concorda comigo, moça?
- Concordo.
O sangue começa a me subir à cabeça. Minha última tentativa em engatar uma conversa musical com esse cara.
- Tu gosta de Raul Seixas?
- Aquele que canta “Rock das Aranhas”?
- Sim, ele mesmo!
- Nem conheço...
- É, suspeitei desde o princípio.
- Mas e Steppenwolf, tu conhece?
- Nossa, adoro!
Finalmente.
- Então, um eterno fã de “Born to be wild”!
- Ah, não, não. Eu prefiro a 9° Sinfonia dele. Um marco na história da música!
É Beethoven, imbecil. Melhor pular praquelas conversas de buteco mesmo
- Que tu acha do processo de Globalização?
- Ah, é só mais um que vai entrar pros arquivos. Nem sei quem é o juiz que assumiu o caso agora. Tu acha que isso vai pra frente?
- Olha, dependendo do advogado do réu, quem sabe.
Esse cara ta me tirando.
- Mas tu ainda não respondeste o que faz aqui essa noite...
- Minha mulher me botou pra fora de casa.
- Ah sim, claro. Um motivo muito plausível para um cara como você estar sentado na mesa ao lado do banheiro às 3:37 da manhã... Não imaginava que tu fosses casado.
- E não sou mesmo!
- Mas tu me disseste que tua MULHER te botou pra fora de casa!
- Só que isso foi antes dela pedir o divórcio. E desde então eu freqüento o bar da Escória pra esquecer aquela vadia.
- Aaah sim.
- Aquela desgraçada arruinou minha vida.
- Sinto muito. Isto deve ser péssimo.
- Não.
- Como não? Ela estragou tua vida.
- Mas não é ruim não. Agora estou livre dela e daquela mãe dela que fede a naftalina.
- Que bom então!
- Tu diz “que bom”?
- Sim, afinal, agora tu tá livre das duas.
- Quem tu pensa que é pra falar assim delas?
- Ora, desculpe. Pensei que tu não gostasse delas.
- Não gosto. Odeio!
Ser escroto. O ódio por ele está me consumindo.
- Afinal, qual é teu nome?
- Deus!
- Aaah, legal. Tudo que eu queria esta noite era tomar uma com Deus! Ora, vá plantar batatas!
Levantei-me bruscamente da cadeira e fui embora. Já na rua, escuto aquele infeliz gritar:
- Ei moça, a conta!
- Vá tomar no seu cu!
E subitamente desperto ao som do despertador. Mais um dia começa.

1 de maio de 2009

Procurando...
Carambola em pé de amora
Aliança em dedo de meretriz
Pêlo no ovo
Agulha no palheiro
Pote de ouro no fim do arco-íris
Anão na Terra dos gigantes
Cubo em formato plano
Marido que não queira compromisso
O. V. N. I. marítimo
Registro não documentado
Sol que nasce quadrado
Livro em branco
O pé de bananeira atrás do morro!
Essa minha vó cantava pra mim: “Lá atrás daquele morro tem um pé de bananeira/Minha mãe morreu de fome e o meu pai de caganeira.”
Onde está o maldito pé de bananeira!!?? Em qual morro? Eis a questão!
Procurando algo que eu não sei o que é, mas sei onde encontrar!